Em meio a minha incapacidade egoísta de conviver razoavelmente com outras pessoas, estive absorta em pensamentos. Pensei o quão distante está o dia de finalmente descobria a lógica da vida. Está pergunta milenar já foi discutida por cientistas e religiosos, que não obtiveram a resposta.
Acredito que esse questionamento se passa na mente de todas as pessoas, embora a maioria não faça questão de tentar respondê-la.
Na verdade, gostaria de entender coisas, que para mim são inexplicáveis. Exemplo: a que se deve o funcionamento perfeito dos corpos; o que levas as pessoas a serem submissas, hipócritas, nojentas; para onde vamos após a morte; o sobrenatural é ficção ou realidade. Clássicas. Mas intrigantes.
Estou presa, por motivos desconhecidos, em uma ignorância que não me permite desvendar perguntas que seriam tão satisfatórias.
As pessoas se deixam levar e acabam entrando em um frenesi, que as prende, sufoca e agride. Mesmo silenciosamente. Falo de ganância, ira, vaidade, inveja, gula, luxúria e avareza. Os 7 pecados capitais. Nome popular e chocante. Desfecho: consequências desagradáveis. Impertinentemente, continuam a tratá-los como deuses, amando-os, respeitando-os e seguindo-os.
Talvez eu possua uma falta de otimismo, mas perdi as esperanças de ver um novo sol nascer e junto com ele pessoas que buscam e concretizam seus sonhos.
Gostaria mesmo que o impossível possuísse uma forma humana e pudesse responder minhas perguntas claramente. Por enquanto, vou me divertindo em dias monótonos, tentando inutilmente respondê-las. E assim são os dias, um após o outro.
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